Devolução do Plano Collor aos Produtores Rurais

De antemão é preciso abordar a questão da apuração de valores ou o crédito do produtor rural em desfavor do Banco do Brasil SA. em duas formas:

Primeira: Aquele produtor rural que possui a prova da relação de direito material: operação de crédito, prova da quitação da dívida e os comprovantes de pagamento. De posse desses documentos é possível verificar de plano o real crédito do produtor rural.

Segunda: Aquele produtor rural que possui apenas a prova  da relação de direito material e a baixa da operação de crédito no registro imobiliário, porém que não possui prova dos valores pagos e extratos.

Uma das teses de defesa apresentada pelo Banco do Brasil SA. é que o índice cobrado não foi de 84,32% mas sim de 74,60%. Ressalta-se que nos processos em que foi observada essa tese de defesa o Banco do Brasil SA. não trouxe qualquer prova material que respalde a sua tese, simplesmente utilizou-se de uma planilha de cálculo, sem trazer prova dos avisos de lançamento da época. Assim como o credor optou por fazer um cálculo sem possuir os elementos (extratos e evolução dos pagamentos) que  espelham os lançamentos, o devedor (Banco do Brasil SA.) utilizou-se do mesmo procedimento. Impugnou o crédito utilizando-se de uma planilha de cálculo confeccionada sem espelhar nos extratos e lançamentos da época. Ao que parece a apuração do real crédito do produtor rural ficou delimitada a hipótese que o credor sustenta que pagou a dívida com índice de 84,32% no mês de março de 1990, sem fazer qualquer prova e o devedor alegando que naquele mês não cobrou 84,32% mas sim 74,60%.